As quedas são cada vez mais frequentes entre as pessoas que apresentam os primeiros sinais biológicos do mal de Alzheimer, de acordo com um estudo apresentado neste domingo em Paris por ocasião da Conferência Internacional da Associação Alzheimer (AAIC).
"Pelo que sabemos, este é o primeiro estudo a identificar um risco maior de quedas ligado ao diagnóstico pré-clinico do Mal de Alzheimer", afirmou a responsável pela pesquisa, a Dra Susan Stark, especialista em Ergoterapia e Neurologia da Washington University em Saint Louis (Estados Unidos).
Este estudo de 8 meses acompanhou 125 idosos sem problemas cognitivos, recrutados nos estudos longitudinais da memória e do envelhecimento do Alzheimer's Disease Research Center (ADRC) da Washington University.
Todos os participantes foram submetidos principalmente a um exame de imagens cerebrais, o TEP ou Pet Scan (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com o marcador PiB, uma molécula fluorescente que permite visualizar a presença de placas amilóides associadas ao Alzheimer.
Os pesquisadores descobriram que uma imagem com PiB positivo representava um risco de queda 2,7 vezes superior para cada unidade de aumento da placa.
"Os resultados deste estudo ilustram o fato de que, entre algumas pessoas, as alterações que afetam o andar e o equilíbrio podem ocorrer antes da deterioração das funções cognitivas", declarou a Dra Maria Carrillo, diretora de Relações Médicas e Científicas da Associação Alzheimer.
"Segundo este estudo, a queda de um idoso que não tem predisposição a cair, poderia ser um fator para levar a uma avaliação de diagnóstico do Mal de Alzheimer", acrescentou a Dra Carrillo, citada em um comunicado da AAIC.
Segundo os pesquisadores, o resultado "concorda com os estudos anteriores sobre os problemas de mobilidade entre as pessoas que apresentam os sintomas precoces do Mal de Alzheimer ou pequenos problemas de cognição".
"É urgente dar prosseguimento às pesquisas, principalmente para aprofundar o estudo da relação entre os déficits motores e as quedas como sinais precoces do Mal de Alzheimer", considerou a Dra Carrillo.
Somos os ouvidos, a fala, o andar e compreendemos quase todas as memórias de uma conexão distante.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
MEU MAIOR TESOURO!!! MINHA MÃE.
Ela é portadora de DA a 7 anos e graças a Deus ele tem nos abençoado, com esse anjinho em nossas vidas.
Ela é terna, tranquila, calma, doce.
Ela é terna, tranquila, calma, doce.
Doença De Alzheimer e Tratamento Fisioterápico
Doença De Alzheimer e Tratamento Fisioterápico
Entre as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer é uma das mais cruéis. Ela se instala lentamente e mina a capacidade do indivíduo de se relacionar com o mundo exterior e consigo mesmo.
A doença de Alzheimer é uma doença neuropsiquiátrica progressiva do envelhecimento encontradas em adultos de meia-idade e, particularmente, em mais velhos, que afeta a substância cerebral e é caracterizada pela perda inexorável da função cognitiva, bem como distúrbios afetivos e comportamentais. A principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, o mal de Alzheimer, é responsável por alterações de comportamento, de memória e de pensamento (1).
A doença se caracteriza pela morte gradual de neurônios, as células nervosas do cérebro. As causas desse desastre são pouco conhecidas. Sabe-se que ele está relacionada a um acúmulo de duas proteínas, a beta-amilóide (2).
Doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia(3).
O envelhecimento normal do cérebro também se acompanha de atrofia, há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas da mesma idade afetadas pela doença. Ao exame microscópio, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais (4).
Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos. A placa senil é encontrada em todo o córtex e hipocampo e o número de placas por campo microscópio correlaciona-se com o grau de perda intelectual. Emaranhados neurofibrilares são estruturas fibrilares intracitoplasmáticas neuronais (5).
A degeneração e a perda neuronal são gerais, embora especialmente acentuadas nas células piramidais do hipocampo e células piramidais grandes no córtex associativo. A degeneração aparece cedo no núcleo basal de Meynert e mais tarde nos lócus coeruleos. A patologia inclui a presença de desarranjos neurofibrilares, placas neuríticas e degeneração granulovacuolar. Os desarranjos são massas intraneurofibrilares de filamentos citoplásticos (4).
EpidemiologiaNos EUA, a prevalência da doença de Alzheimer em pessoas de 65 anos de idade ou mais é estimada como sendo de 10,3 %, elevando-se para 47 % naquelas acima de 80 anos. Até 2,6 % das pessoas acima dos 65 anos vem apresentar a Doença de Alzheimer anualmente. A freqüência varia pouco por sexo ou grupo étnico(1).
Etiologia
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).
Embora a causa da Doença de Alzheimer não tenha sido estabelecida, há fortes suspeitas de uma base genética. A concordância para Doença de Alzheimer em gêmeos homozigóticos é maior que em gêmeos dizigóticos (3).
Agentes infecciosos e contaminantes ambientais, incluindo vírus lentos e metais (por exemplo o alumínio) são fatores etiológicos suspeitos. Os papéis destes fatores ainda não foram comprovados; no entanto, estes fatores ambientais estão sendo submetidos à investigação ativa. O envelhecimento normal está associado com decréscimo de alguns neurotransmissores, bem como com alguns dos achados neuropatológicos da doença. Portanto, surgiu a questão sobre se a doença seria devido a uma aceleração das alterações normais do envelhecimento (3).
As lesões crânio encefálicas, baixos níveis de instrução e síndrome de Down em um parente em primeiro grau também se associa a maior risco de doença de Alzheimer (3).
O quadro clínico da DA caracteriza-se por um declínio insidioso, progressivo da memória e de outras funções corticais como linguagem, conceito, julgamento, habilidades visuo-espaciais. Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva, mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias, agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê, ouve ou sente) e afasias. Pode ocorrer manifestação psicótica, como delírios e crises convulsivas (6). Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. Esses pacientes podem vagar, marchar, abrir e fechar gavetas rapidamente, bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. Anormalidades do ciclo sono-vigília podem tornar-se evidentes, como ficar acordado durante a noite, por pensar que ainda é dia claro (3). Alguns pacientes desenvolvem uma marcha arrastada, com rigidez muscular generalizada associada à lentidão e inadequação do movimento. Possuem com freqüência um aspecto parkinsoniano, mas raramente tem tremor em repouso rápido e rítmico. Podem evidenciar reflexos tendíneos hiperativos e reflexos de sucção e muxoxo. Abalos mioclônicos (contrações bruscas breves de vários músculos ou de todo o corpo) podem ocorrer espontaneamente ou em respostas a estímulos físicos ou auditivos (2).
As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar, engasgar-se com a comida e saliva, o vocabulário fica restrito a poucas palavras, perde a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça, fica acamado e a morte sobrevém em conseqüência de complicações como pneumonia, desidratação ou sepse (6).
A demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios freqüentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir da descrição que vem seguir:
Estágio Inicial: perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade (7).
Estágio Intermediário: completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Os pacientes se perdem constantemente, freqüentemente a ponto de conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs. A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar (7).
Estágio grave ou terminal: incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão (7).
A evolução da doença é gradual, e não rápida ou fulminante; existe um declínio constante, embora os sintomas em alguns pacientes pareçam se estabilizar durante algum tempo. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais ate tardiamente na doença (1). A duração típica da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante (2). O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. (1)
Dentre as principais características estão (7):
Perda de memória: pode ter conseqüência na vida diária, de muitas maneiras, conduzindo a problemas de comunicação, riscos de segurança e problemas de comportamento.
Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.
Memória semântica: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como por exemplo, uma flor ou um cão.
Memória de procedimento: esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.
Apraxia: é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas.
Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
Agnosia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
Comunicação: As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem, o que, por sua vez, leva a outros problemas.
Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e freqüentes de humor.
Mudanças físicas: a perda de peso pode ocorrer, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.
A evolução é progressiva, inevitavelmente em incapacidade completa e morte. Ás vezes há estabilizações, durante as quais o distúrbio cognitivo permanece inalterado por um ou dois anos, mas depois a progressão é retomada. A duração é geralmente entre 4 a 10 anos, com extremos de menos de 1 ano e a mais de 20 anos (8).
Tratamento
Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia. Infelizmente, estes medicamentos são apenas eficazes para um número limitado de doentes, apenas por um breve período de tempo e podem causar efeitos secundários indesejados. Por isso, aconselha-se geralmente a evitar a medicação, a menos que seja realmente necessária (7).
Descobriu-se que os doentes que têm a doença de Alzheimer têm níveis reduzidos de acetilcolina, um neurotransmissor (substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra) que intervém nos processos da memória (9).
Foram introduzidos, em alguns países, determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. (4).
Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes, pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados (2).
O tratamento é multimodal, desenvolvido e modificado com a progressão da doença, podendo ser obtido através da intervenção farmacológica (visando à fisiopatologia e sintomas da doença como ilusões e distúrbios do sono) e da intervenção comportamentais (melhora sintomas específicos bem como as AVDs). Atualmente os agentes farmacológicos empregados no tratamento visam inibir a acetilcolinesterase para aumentar os níveis de acetilcolina diminuídos no cérebro dos pacientes com Alzheimer. Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade), Donepezil (1).
Fisioterapia
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta (9).
Promover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos máximo de AVDs possível; o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar o objeto (exemplo, escova de dente), e realizar a ação motora (8).
O processo de reabilitação também inclui a realização de modificações ambientais necessárias para segurança do paciente e de modo que esse possa viver em um ambiente o mais aberto possível (8). Quedas podem ser devido a riscos ambientais o mais (iluminação inadequada, pisos escorregadios, tapetes soltos, etc). Tais riscos devem ser evitados. Os ambientes devem manter um apresentação familiar (não mudar a disposição da mobília desnecessariamente) e barras presas na parede e corrimãos devem ser instalados nos locais necessários (10).
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que usamos nas pessoas de terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aborda-las exige habilidade especial. O paciente pode não aparecer interessado em saber como a falta de flexibilidade articular, a fraqueza muscular ou o edema poderão afeta-lo; não tem condições de entender a relação que existe. O preparo antecipado dos planos de terapêutica impede que o fisioterapeuta pareça indeciso. O preparo de explicações claras e simples darão melhores resultados. A instrução deverá ser repetida da mesma forma; o emprego das palavras diferentes poderá confundir o paciente. Não é aconselhável entrar em conversas desnecessárias, pois podem desnorteá-lo mais ainda.Lançar mãos de gestos e sinais físicos para esclarecer e reforçar as instruções exigentes (9).
São comuns as alterações de sensibilidade, por isso evitar atração, a eletroterapia e os equipamentos que exigem colaboração de participação subjetiva. O calor somente deve ser usado naqueles capazes de reconhecer e dizer quanto é demasiado quente (9).
O estabelecimento de metas realizáveis no tocante à mobilidade é muito útil. Mesmo as realizações mais modestas merecem ser recompensadas por parabéns e pelo interesse que o fisioterapeuta demonstra pela pessoa (9).
A meta de reabilitação precisa ser redefinida para assegurar que o paciente permaneça seguro, independente, e capaz de realizar atividades da vida diária e atividades instrumentais da vida pelo máximo de tempo que for razoável (8).
O processo de reabilitação pode começar enquanto o trabalho de diagnóstico está ainda sendo feito. Isso pode tornar a forma de treinamento básico em atividades da vida diária. Isso inclui o treinamento de atendentes para a assistência de paciente e a reabilitação de modificações ambientais necessárias para a segurança da pessoa confusa de modo que essa possa viver em um ambiente o mais aberto possível. Uma vez o diagnóstico tenha sido estabelecido, pode ser feito o planejamento cuidadoso para a assistência.
Nos estágios iniciais e médios da doença, a intervenção fisioterápica geralmente pode prolongar a habilidade de movimentar-se com facilidade (10).
É importante observar que inicialmente a intervenção fisioterápica pode ser potencialmente envolvida com a facilitação do planejamento motor e planejamento para compensação de perdas nas atividades de vida diária. A habilidade para andar é perdida mais tarde, e outros estudos relatam níveis comparáveis de comprometimento (7).
A intervenção fisioterápica para assistir o paciente e treinar os atendentes envolve a facilitação dos movimentos e planejamentos motor e o desenvolvimento ou refinamento de pistas ambientais e cognitivas para ajudar a realizar tarefas complexas (10).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).
O comprometimento cognitivo é o fator limitante. A análise ajuda o atendente a prover somente a ajuda que é absolutamente necessária, com os pacientes continuando a realizar sozinhos o máximo de AVDS possível; por exemplo, para escovar os dentes, o paciente precisa ser capaz de lembrar o comando, identificar a escova de dentes, e realizar a ação motora. O paciente pode somente precisar de ajuda de alguém que coloque a escova em sua mão e a guie lentamente para a boca para que seja capaz de escovar os dentes (7).
A primeira meta da reabilitação é criar um ambiente (emocional e físico) que dê suporte (trabalhar ativamente para compensar as perdas cognitivas específicas dos pacientes na medida em que forem ocorrendo gradualmente). A meta final é ajudar os pacientes a sentirem que eles são capazes, de modo que continuem a tentar fazer por si próprios as coisas que possam fazer com segurança, independentemente de permanecerem em sua casa ou estarem vivendo em uma instituição (9).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atingirá o ponto de fadiga e exaustão. São preferíveis freqüentes e breves períodos de atividade física (10).
O fisioterapeuta pode contribuir muito com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família (7).
Objetivos da reabilitação fisioterápica (7,8,9):
- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,
- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
- Orientação sobre as posturas corretas,
- Treino do padrão da marcha,
- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.
Consiste basicamente na fisioterapia motora, que engloba desde exercícios ativos, passivos, auto-assistidos, contra-resistência, isométricos, metabólicos, isotônicos, ou seja, qualquer tipo de movimento é bem vindo no tratamento. Quando chega a uma segunda fase esta patologia, deve-se estimular atividades para que o paciente não fique o tempo inteiro na cama, evitando assim escaras de decúbito, comumente relatadas. Alongamentos e atividades de relaxamento podem ser realizados (10).
Outras modalidades de tratamento são eficazes, como a parte de exercícios para o condicionamento aeróbico, como estimular o paciente a realizar caminhadas, tanto por percursos diferentes, ou dependendo pelo mesmo percurso, estimulando assim concomitantemente a memória do paciente. Bicicletas estacionárias também são de grande valia, assim como se possíveis trabalhos de hidroterapia (9).
Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bola, descarga de peso gradual, andadores, percursos (10).
Pode realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória (7).
Porém a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixa-lo no abandono, por isso a conversa com familiares sobre o assunto é importante, para que assim este paciente possa conviver normalmente num meio familiar, eliminando o risco de passar o resto de sua vida num asilo (6).
Conclusão
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.
Existe uma busca de uma melhor qualidade de vida para os pacientes e dos vários tipos de tratamento para a doença de Alzheimer, com o objetivo de amenizar os sintomas. Porém enquanto não for descoberta a etiologia dessa patologia, torna-se difícil chegar á cura dessa doença.
A fisioterapia busca melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação global, envolvendo uma equipe multidisciplinar, e que a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção de independência por parte do paciente.
Referência
1. Goldman, L.; Bennett, J.: et al. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 2 Ed. Rio Janeiro: Guanabarra Koogan 2001.v2.
1. Goldman, L.; Bennett, J.: et al. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 2 Ed. Rio Janeiro: Guanabarra Koogan 2001.v2.
2. Harrison, T. R. Medicina Interna. 5 Ed. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill, 2002 v2.
3. Rowland, Lewis P. et al. Merrit: Tratado de Neurologia. 9 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
4. Abrams, William B.; Berkow, Robert. Manual Merck de Geriatria. 1 Ed. São Paulo: Roca, 1994.
5. Papaléo Netto, Matheus. Gerontologia: A velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.
6. Serro Azul, Luis G. Carvalho Filho, Eurico T.; Décourt, Luiz. Clínica do Indivíduo Idoso. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.
7. O´sullivan S.B., Schimitz T.J., Fisioterapia: Avaliação e Tratamentos. 3 Ed. São Paulo. Manole, 2003.
8. Umphred, Darcy Ann. Fisioterapia Neurológica. 2.ed. São Paulo: Manole, 1994.
9. Compton, Ann et al., Fisioterapia na terceira idade. São Paulo
9. Compton, Ann et al., Fisioterapia na terceira idade. São Paulo
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Boas notícias para parentes e amigos de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer
Boas notícias para parentes e amigos de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer
Autor: Marcos Muniz
Um estudo feito nos Estados Unidos tem boas notícias para parentes e amigos de pessoas que sofrem da doença de Alzheimer.
Segundo a pesquisa, indivíduos com problemas de perda de memória esquecem uma conversa ou um momento engraçado, por exemplo. Mas, ainda assim, as sensações associadas com as experiências podem permanecer, com melhoria no humor e no bem-estar.
O trabalho, feito por cientistas da Universidade do Iowa, será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os pesquisadores mostraram a pessoas com problemas de retenção de memória pequenos filmes alegres e tristes. Embora os participantes não tenham conseguido lembrar o que assistiram, o estudo verificou que eles mantiveram as emoções suscitadas pelos filmes.
Os autores do trabalho afirmam que os resultados têm implicações diretas para portadores da doença de Alzheimer. “Uma simples visita ou um telefonema de algum membro da família pode ter uma influência positiva na felicidade do paciente, mesmo que ele rapidamente esqueça que a visita ou a chamada tenha ocorrido”, disse Justin Feinstein, um dos autores do estudo.
“Por outro lado, a contínua indiferença por parte dos profissionais de saúde do local onde o paciente está internado pode deixá-lo mais triste, frustrado e solitário, ainda que ele não saiba os motivos por estar se sentindo dessa forma”, afirmou.
Os pesquisadores avaliaram cinco casos neurológicos raros de pacientes com danos no hipocampo, parte do cérebro crítica para a transferência de memórias de curto prazo para o armazenamento de longo termo. Danos no hipocampo fazem com que memórias desapareçam. Esse mesmo tipo de amnésia é um sinal inicial de Alzheimer.
“Ainda que não se lembrassem dos filmes, eles sentiam a emoção. Tristeza tendeu a durar mais tempo do que a alegria, mas as duas emoções permaneceram por muito mais tempo do que a memória dos filmes”, disse Feinstein.
Os resultados do estudo vão contra a noção popular de que apagar uma memória dolorosa poderia abolir o sofrimento psicológico. Também reforçam a importância de atender necessidades emocionais de portadores de Alzheimer, que, de acordo com estimativas, poderá atingir mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo por volta de 2050.
A IMPORTANCIA DA NUTRIÇÃO PARA DOENTES DE ALZHEIMER
A importância da nutrição para doentes de Alzheimer
Estima-se que no Brasil existam pelo menos um milhão de portadores do mal de Alzheimer, doença que acomete pessoas de 40 a 90 anos e é caracterizada por um declínio cognitivo geral. Além de prejudicar a memória, com o tempo, o problema afeta a linguagem, o aprendizado e até as funções motoras.
Do ponto de vista nutricional, muitos pacientes apresentam perda de peso progressiva e desnutrição, principalmente nos estágios mais avançados. Alterações comportamentais, entre elas agitação, negligência com horários e higiene pessoal ou perda de noção sobre o que se fazer com os talheres e a comida, colaboram para desencadear a recusa ou a voracidade alimentar do doente. Sem contar as dificuldades no processo de deglutição (a disfagia), que provoca tosses e engasgos durante a ingestão de alimentos duros, secos e líquidos. Resultado: não dar a atenção devida às dificuldades alimentares de quem sofre com o Alzheimer pode agravar o estado físico e afetar muito mais a qualidade de vida dos portadores.
Neste sentido, os cuidadores e familiares devem se unir e tomar precauções. A família, aliás, tem papel fundamental na adesão das orientações nutricionais e necessita ficar atenta aos hábitos comportamentais e alimentares do portador. Antes de mais nada, um atendimento nutricional específico irá fornecer informações e orientações adequadas — com base em todas as dificuldades geradas pela doença — para melhorar os hábitos à mesa dos pacientes.
Ensina-se, por exemplo, que a percepção da temperatura dos alimentos pode encontrar-se um tanto alterada no portador de Alzheimer. É função do cuidador, portanto, verificar se a refeição não está muito quente ou muito fria para evitar queimaduras ou até mesmo inapetência. São dicas práticas como essas que amenizam bastante as inseguranças dos familiares quanto à melhor forma de lidar com o doente nas refeições.
AS DIFICULDADES ALIMENTARES PROVOCADAS PELA DOENÇA, SE NÃO IDENTIFICADAS E TRATADAS, AGRAVAM MUITO A SITUAÇÃO E AFETAM A QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE
Outra recomendação básica é que o doente seja submetido periodicamente a avaliações nutricionais, de preferência mensais, durante as quais serão observados ganho ou perda de peso e quantidade e qualidade da dieta ingerida. O objetivo dessas consultas é fornecer ferramentas para que o especialista escolha o melhor tipo de alimentação para a fase em que o portador de Alzheimer se encontra.
De uma maneira geral, é recomendada ainda a adoção de uma alimentação saudável e equilibrada, baseada na pirâmide alimentar: ou seja, rica em fibras e composta por alimentos frescos, de época, que são mais fáceis de serem encontrados e ainda apresentam um custo menor.
O fracionamento da dieta também é importante. O portador deve alimentar- se a cada duas horas ou ainda realizar seis refeições ao dia. Para evitar a desidratação, a ingestão de líquidos deve ser incentivada e atingir em média de 1,5 a 2 litros por dia. Uma ótima opção para hidratar-se, além da água, é abusar das frutas e de sucos naturais, que são gostosos, saudáveis e nutritivos.
Oferecer uma refeição atrativa e variada (com alimentos coloridos e de boa aparência) também incentiva o processo alimentar. Já o uso de suplementos vitamínicos somente deve ser adotado após criteriosa avaliação médica ou nutricional. Afinal, se o portador de Alzheimer estiver aceitando bem a alimentação e esta for bem equilibrada, composta por cereais, leguminosas, carnes, leites, verduras, legumes e frutas (ou seja, rica em calorias, proteínas, vitaminas e sais minerais necessários para a manutenção da saúde do organismo), não há motivo para preocupação.
Estima-se que no Brasil existam pelo menos um milhão de portadores do mal de Alzheimer, doença que acomete pessoas de 40 a 90 anos e é caracterizada por um declínio cognitivo geral. Além de prejudicar a memória, com o tempo, o problema afeta a linguagem, o aprendizado e até as funções motoras.
Do ponto de vista nutricional, muitos pacientes apresentam perda de peso progressiva e desnutrição, principalmente nos estágios mais avançados. Alterações comportamentais, entre elas agitação, negligência com horários e higiene pessoal ou perda de noção sobre o que se fazer com os talheres e a comida, colaboram para desencadear a recusa ou a voracidade alimentar do doente. Sem contar as dificuldades no processo de deglutição (a disfagia), que provoca tosses e engasgos durante a ingestão de alimentos duros, secos e líquidos. Resultado: não dar a atenção devida às dificuldades alimentares de quem sofre com o Alzheimer pode agravar o estado físico e afetar muito mais a qualidade de vida dos portadores.
Neste sentido, os cuidadores e familiares devem se unir e tomar precauções. A família, aliás, tem papel fundamental na adesão das orientações nutricionais e necessita ficar atenta aos hábitos comportamentais e alimentares do portador. Antes de mais nada, um atendimento nutricional específico irá fornecer informações e orientações adequadas — com base em todas as dificuldades geradas pela doença — para melhorar os hábitos à mesa dos pacientes.
Ensina-se, por exemplo, que a percepção da temperatura dos alimentos pode encontrar-se um tanto alterada no portador de Alzheimer. É função do cuidador, portanto, verificar se a refeição não está muito quente ou muito fria para evitar queimaduras ou até mesmo inapetência. São dicas práticas como essas que amenizam bastante as inseguranças dos familiares quanto à melhor forma de lidar com o doente nas refeições.
AS DIFICULDADES ALIMENTARES PROVOCADAS PELA DOENÇA, SE NÃO IDENTIFICADAS E TRATADAS, AGRAVAM MUITO A SITUAÇÃO E AFETAM A QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE
Outra recomendação básica é que o doente seja submetido periodicamente a avaliações nutricionais, de preferência mensais, durante as quais serão observados ganho ou perda de peso e quantidade e qualidade da dieta ingerida. O objetivo dessas consultas é fornecer ferramentas para que o especialista escolha o melhor tipo de alimentação para a fase em que o portador de Alzheimer se encontra.
De uma maneira geral, é recomendada ainda a adoção de uma alimentação saudável e equilibrada, baseada na pirâmide alimentar: ou seja, rica em fibras e composta por alimentos frescos, de época, que são mais fáceis de serem encontrados e ainda apresentam um custo menor.
O fracionamento da dieta também é importante. O portador deve alimentar- se a cada duas horas ou ainda realizar seis refeições ao dia. Para evitar a desidratação, a ingestão de líquidos deve ser incentivada e atingir em média de 1,5 a 2 litros por dia. Uma ótima opção para hidratar-se, além da água, é abusar das frutas e de sucos naturais, que são gostosos, saudáveis e nutritivos.
Oferecer uma refeição atrativa e variada (com alimentos coloridos e de boa aparência) também incentiva o processo alimentar. Já o uso de suplementos vitamínicos somente deve ser adotado após criteriosa avaliação médica ou nutricional. Afinal, se o portador de Alzheimer estiver aceitando bem a alimentação e esta for bem equilibrada, composta por cereais, leguminosas, carnes, leites, verduras, legumes e frutas (ou seja, rica em calorias, proteínas, vitaminas e sais minerais necessários para a manutenção da saúde do organismo), não há motivo para preocupação.
| GLAUCIA AKIKO KAMIKADO PIVI, NUTRICIONISTA E MESTRANDA EM NEUROCIÊNCIAS PELA ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA (EPM/UNIFESP) |
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Estudo aponta elo entre vírus do herpes labial e Alzheimer
Estudo aponta elo entre vírus do herpes labial e Alzheimer
Notícia divulgada na Folha no dia 07:
Estudo aponta elo entre vírus do herpes labial e Alzheimerda Efe, em LondresUma equipe de cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, estabeleceu uma conexão entre o vírus do herpes labial e o mal de Alzheimer, o que poderia contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra a doença neurodegenerativa.Na pesquisa, publicada na revista "Journal of Pathology", os especialistas constatam que o vírus que gera as feridas nos lábios, conhecido como herpes simplex (HSV1), é um dos causadores das placas de proteínas achadas no cérebro dos doentes de Alzheimer.Os cientistas, que reconhecem que seu estudo ainda está em fase inicial, sustentam que esse vírus pode estar vinculado à aparição do Alzheimer e acreditam que o mal poderia ser tratado com agentes antivirais.A pesquisa, dirigida por Ruth Itzhaki, revela que as placas de proteína do cérebro dos que sofrem do mal de Alzheimer contêm o DNA do vírus do herpes.Já se sabe por estudos anteriores que a infecção de células nervosas com esse vírus provoca o depósito de um dos principais componentes das placas de proteínas.Segundo Itzhaki, estes dois fatos sugerem uma forte conexão entre o HSV1 e a formação das placas que se associam à doença neurodegenerativa.Os especialistas, que buscam financiamento para prosseguir em seus estudos, acreditam que o vírus entra no cérebro aproveitando a fraqueza imunológica e estabelece ali uma infecção latente, que se ativa por fatores como o estresse, a supressão imunológica e infecções variadas."A conseguinte infecção pelo HSV1 causa um dano severo nas células cerebrais", e a maioria morre "e depois se desintegra, o que libera agregados amilóides, que se transformam em placas amilóides, quando outros componentes de células moribundas são depositados sobre eles", explica Itzhaki.
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Dia do esforço brasileiro pela Carta de Pernambuco
O Cuidar de Idosos está encabeçando uma campanha para fazer do próximo dia 20 o "dia do esforço brasileiro pela assinatura da Carta de Pernambuco".
A Carta de Pernambuco foi elaborada durante o último congresso nacional da ABRAz e visa alertar as autoridades bem como a sociedade civil para os perigos de se ignorar o aumento dos casos de doença de Alzheimer no país. O Cuidar de Idosos está recolhendo assinaturas eletrônicas e, ao alcançar o número de CEM MIL assinaturas será encaminhada a todos os setores competentes da sociedade.
Precisamos de sua ajuda: no dia 20, faça o possível para divulgar a carta: procure rádios e emissoras de TV de sua cidade, jornais e revistas, aquela comunidade do orkut que você tanto gosta, fale com amigos, parentes e até mesmo com o dono da quitanda da sua esquina; não importa como você ajude, o importante é que você ajude a divulgar o manifesto!
Faça sua parte! Vamos colaborar com o esforço para melhorar a qualidade de vida de milhões de idosos Brasil afora!
A Carta de Pernambuco foi elaborada durante o último congresso nacional da ABRAz e visa alertar as autoridades bem como a sociedade civil para os perigos de se ignorar o aumento dos casos de doença de Alzheimer no país. O Cuidar de Idosos está recolhendo assinaturas eletrônicas e, ao alcançar o número de CEM MIL assinaturas será encaminhada a todos os setores competentes da sociedade.
Precisamos de sua ajuda: no dia 20, faça o possível para divulgar a carta: procure rádios e emissoras de TV de sua cidade, jornais e revistas, aquela comunidade do orkut que você tanto gosta, fale com amigos, parentes e até mesmo com o dono da quitanda da sua esquina; não importa como você ajude, o importante é que você ajude a divulgar o manifesto!
Faça sua parte! Vamos colaborar com o esforço para melhorar a qualidade de vida de milhões de idosos Brasil afora!
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Atualizações
Salvo por uma aparente gripe que pegou esta semana, a velhinha não podia estar melhor.
A cama hospitalar provou ser uma grande aliada no combate ao refluxo e a gastrite de minha mãe. Ficou comprovado agora que grande parte das noites na qual ela passava em claro devia-se a queimação provocada pelo refluxo. Desde que ela passou a dormir reclinada, posso contar nos dedos de uma mão as noites que me recordo dela varar em claro. Aliás, se vocês tiverem indicações de fabricantes de camas hospitalares aqui em São Paulo, me passem por e-mail; estou precisando urgentemente de uma cama nova, já que esta aqui deve ser retirada em breve pelo home care.
As piadinhas e os gracejos continuam à todo vapor: certo dia desta semana, por exemplo, ela peidava e olhava para o lado, dissimulando. Quando eu fiz a clássica pergunta "mãe, você peidou ?" ela tentou segurar, fez biquinho, quiz ficar séria mas arregalou os olhos e explodiu em gargalhadas, se dobrando até para rir.
Já a cuidadora nova deve começar em breve. Resta agora saber se minha mãe vai continuar achando que ela está aqui para roubar meu pai. (Além de plantar um pé de dinheiro no quintal, pra poder pagar os gastos extras...)
A cama hospitalar provou ser uma grande aliada no combate ao refluxo e a gastrite de minha mãe. Ficou comprovado agora que grande parte das noites na qual ela passava em claro devia-se a queimação provocada pelo refluxo. Desde que ela passou a dormir reclinada, posso contar nos dedos de uma mão as noites que me recordo dela varar em claro. Aliás, se vocês tiverem indicações de fabricantes de camas hospitalares aqui em São Paulo, me passem por e-mail; estou precisando urgentemente de uma cama nova, já que esta aqui deve ser retirada em breve pelo home care.
As piadinhas e os gracejos continuam à todo vapor: certo dia desta semana, por exemplo, ela peidava e olhava para o lado, dissimulando. Quando eu fiz a clássica pergunta "mãe, você peidou ?" ela tentou segurar, fez biquinho, quiz ficar séria mas arregalou os olhos e explodiu em gargalhadas, se dobrando até para rir.
Já a cuidadora nova deve começar em breve. Resta agora saber se minha mãe vai continuar achando que ela está aqui para roubar meu pai. (Além de plantar um pé de dinheiro no quintal, pra poder pagar os gastos extras...)
Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer
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da Reuters, em Londres
A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira (26). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar (em um processo denominado hidroeletricidade), priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas --o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer.
Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar.
A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.
Idosos são as principais vítimas do mal de Alzheimer; cientistas crêem ter descoberto a falta de açúcar como causa da moléstia
"Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar pode ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer", disse Vassar. "Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal", prosseguiu.
O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.
Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância beta-amilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais).
Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas.
O estudo, publicado no jornal "Neuron", pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas beta-amilóides, disse o cientista.
"O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos", disse.
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